Quando a mesa está posta todos se aproximam maravilhados com as iguarias servidas. Mal sabem o trabalho havido para a preparação de tudo. Assim é na gestão pública. As coisas não surgem de uma mágica ou por obra divina. Os resultados negativos ou positivos estão intimamente ligados ao caminho escolhido para se trilhar. Em quase todas as vezes, o gestor, ao adotar as medidas necessárias a um desfecho melhor é duramente combatido por quem busca frutos imediatos ou por aqueles que torcem pelo desastre.
A Paraíba, que no seu melhor momento tocante a investimentos chegou ao patamar de R$ 300 milhões, neste ano de 2013 chega à marca de R$ 4 bilhões, ou seja, 12 vezes mais. Para que isso se viabilize é imperativo que administração pública ande na linha, respeitando os limites legais, e foi assim que a Paraíba procedeu desde 2011 sob a regência firme de Ricardo Coutinho.
Agora mesmo, o Estado de Alagoas só conseguiu contrair o financimento do Proinvest, no BNDES, devido a liminar do ministro Marco Aurélio, do STF. O vizinho havia ultrapassado o limite de gastos com pessoal – 60% -. O ministro entendeu que, como o estouro se deu devido aos gastos da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas, o Estado não poderia ser punido, ficando de fora dos investimentos possíveis com o financiamento.
Pois bem, nesse quesito a Paraíba tirou de letra, recebendo até louvor público da Secretaria do Tesouro Nacional, o mesmo órgão que fez objeção a Alagoas. Agora, poderemos ter as estradas, as barragens, as adutoras, os investimentos em saúde e em educação, entre outros, oriundos dos R$ 689 milhões do Proinvest e dos mais R$ 550 milhões do BNDES Estado. Para isso, porém, o lombo do ‘Mago’ foi marretado nos últimos dois anos, sem folga.



Lembrar que o estado de Alagoas
é governado por um opositor ao governo federal, ou seja PSDB.